Minas ganha novas reservas particulares em Diamantina e Munhoz
Estado atinge a marca de 302 áreas de preservação voluntária sob gestão privada
Diamantina (MG) - O Instituto Estadual de Florestas (IEF) oficializou, nesta semana, a criação de duas novas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) em Minas Gerais.
As unidades, situadas nos municípios de Diamantina e Munhoz, somam 26,86 hectares de áreas protegidas nos biomas Cerrado e Mata Atlântica.
Com este novo registro, o estado consolida sua rede de conservação ambiental, alcançando a marca de 302 RPPNs reconhecidas.
Foco na biodiversidade de Diamantina
No município de Diamantina, localizado no Vale do Jequitinhonha, o reconhecimento recai sobre a RPPN Quinta da Matriculada.
A reserva compreende 9 hectares dedicados exclusivamente à preservação do Cerrado.
A importância estratégica desta unidade reside no elevado grau de endemismo do bioma - onde espécies não são encontradas em nenhum outro lugar do mundo - e na manutenção de serviços ecossistêmicos.
Segundo o IEF, a área terá papel fundamental na proteção de nascentes e na regulação do microclima da região de Diamantina, contribuindo diretamente para a segurança hídrica local.
Preservação no Sul de Minas
Já no Sul de Minas, em Munhoz, foi estabelecida a RPPN Serra das Águas. Com 17,86 hectares, a reserva protege remanescentes de Mata Atlântica, bioma considerado um dos mais ameaçados do território brasileiro.
A criação desta unidade visa favorecer a conexão entre fragmentos florestais remanescentes, permitindo o fluxo gênico da fauna e a integridade da flora local.
O papel das Reservas Particulares
As RPPNs são unidades de conservação estabelecidas por iniciativa voluntária de proprietários rurais.
Ao registrar a reserva, o proprietário assume o compromisso perpétuo de manter a área preservada, sem perder a titularidade do imóvel.
O modelo é um dos pilares do desenvolvimento sustentável, permitindo que a proteção ambiental coexista com atividades de baixo impacto, tais como:
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Pesquisa científica: Estudo da fauna e flora locais;
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Educação ambiental: Projetos de conscientização com comunidades e escolas;
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Turismo ecológico: Visitação controlada e geração de renda sustentável.
De acordo com o IEF, a expansão dessas reservas reforça a colaboração entre a sociedade civil e o poder público no enfrentamento das mudanças climáticas e na proteção de ecossistemas situados em terras privadas, fortalecendo a rede de áreas protegidas de Minas Gerais.
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