Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí ganha regulamentação técnica

Reconhecimento garante segurança jurídica e sanitária para expansão do mercado nacional

31 Mar, 2026 - 15:02
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Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí ganha regulamentação técnica
Nova norma técnica mineira abre as portas do mercado nacional para o produto (foto: Diego Vargas)

Os produtores de queijo da região do Vale do Suaçuí, no Leste de Minas Gerais, alcançaram um marco histórico para a gastronomia regional.

O Governo de Minas, por meio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), publicou a regulamentação técnica que define os padrões de identidade e qualidade do Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí.

A medida retira barreiras burocráticas e autoriza a comercialização do produto em todo o território nacional.

A regulamentação é fruto de um trabalho conjunto entre a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG).

O processo envolveu estudos científicos que descreveram o modo de fazer tradicional, as características da casca, massa, aroma e o tempo de maturação específico que diferencia o queijo dessa região dos demais produzidos no estado.

Valorização da origem
Com a nova normativa, o Queijo do Vale do Suaçuí passa a ter uma "certidão de nascimento" oficial. Para os produtores, os benefícios diretos incluem:

  • Selo de Inspeção: Facilita a obtenção do Selo Arte ou do Sisbi-POA, necessários para cruzar fronteiras estaduais;

  • Agregação de Valor: O reconhecimento oficial permite que o produto seja posicionado em mercados premium e empórios especializados;

  • Preservação Cultural: Protege o saber fazer das famílias rurais contra imitações ou processos industriais que descaracterizam a tradição.

Impacto na economia regional
A região, que abrange municípios como São João Evangelista, Peçanha e Guanhães, possui centenas de famílias que dependem da atividade leiteira.

A oficialização do regulamento técnico é vista como um motor de desenvolvimento econômico, incentivando a sucessão familiar no campo e o turismo gastronômico.

O diretor-geral do IMA ressaltou que a padronização não retira a "alma" artesanal do produto, mas estabelece critérios de higiene e segurança alimentar que dão confiança ao consumidor de qualquer parte do país ao adquirir uma peça do Vale do Suaçuí.

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